quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Portfólio Andressa, Angelica, Marquiely e Milena


TECNOLOGIA, EDUCAÇAO E INCLUSAO
UM CAMINHO POSSIVEL

Andressa Dolores da Silva Reis Ferraz RU 1733566
Angelica Antunes da Silva RU 1804782
Marquiely Costa da Silva RU 1745776
Milena Anselmo Teixeira RU 1797631         
Polo – Edusol Piraquara
Data (ex. 28/06/2017) 



Fonte: Uninter


O professor precisa estar preparado para novos e crescentes desafios em sala de aula, um exemplo, e saber lidarem com essa geração que tem muito acesso a novas tecnologias, outro grande desafio e a inclusão, afinal o professor deve adequar seu planejamento de acordo com as necessidades dos alunos, e nesse processo o professor devera sempre melhorar sua formação. Uma das grandes dificuldades encontradas na escola para os professores é a comunicação de alunos com deficiência auditiva, hoje no Brasil segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a 12,5 milhões de surdos, e há o registro de vários níveis de surdez, sendo que 5 milhões apresentam alta severidade. Mesmo assim ainda é grande a quantidade de pessoas que não sabem falar a língua brasileira de sinais (libras). Para facilitar a vida destas pessoas, foi lançado em julho de 2017, o projeto Giulia Mãos que falam a tecnologia criada para ajudar na comunicação entre surdos e ouvintes.
Foram esses os desafios que a professora Célia, da Escola municipal João Pedro de Nazaré, superou e revolucionou o método de ensino-aprendizagem. Célia que já leciona á 15 anos, no ano de 2016, recebeu Maria Clara, de nove anos aluna, surda, que freqüentou escola especial, mas que tinhas condições de freqüentar a escola regular. Maria Clara sempre foi uma criança tímida, que procurava muitas vezes se isolar durante a aula, pois não se sentia confortável para interagir com seus colegas. Por este motivo a chegada da aluna mudou a vida de todos na escola, tanto da equipe escolar e principalmente dos alunos. Vale lembrar que o decreto de 5.626 de 22 de Dezembro de 2005, estabelece que alunos com deficiência auditiva tenham o direito a uma educação bilíngüe, mas infelizmente nas escolas publicas não funcionam desta forma, ainda há muito no que melhorar.
Foi então que Célia percebeu que somente a presença de um interprete para Maria clara não seria suficiente, era preciso mais, ela viu a necessidade de todos os alunos interagirem com a colega, diante disso ela resolveu pesquisar novos recursos para que tanto Maria clara, como seus colegas de classe pudessem interagir melhor. Observando as dificuldades, a professora resolveu junto á coordenação colocar em pratica o projeto Giulia, mãos que falam, projeto criado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas, Manoel Cardoso.
O aplicativo foi criado para facilitar a comunicação em ambientes específicos, como por exemplo, em hospitais, delegacias, restaurantes e escolas. O sistema é baseado em inteligência artificial, ele interpreta e sintetiza a voz eletrônica os gestos que o surdo faz, é possível com o uso de um bracelete com sensores que identificam os movimentos dos braços e das mãos, transmitindo assim as informações para o aparelho celular através de Bluetooth. No caso do surdo que não conhece o português. Giulia também possui um avatar, um desenho animado que faz os gestos em libras correspondendo o que o ouvinte falou. Para usar o recurso é necessário baixar o aplicativo no playstore, loja virtual do Google para celulares com android. Também é importante ter o celular ou smartphone fixado no pulso, permitindo assim que o celular funcione como uma bússola.
O objetivo da professora e da coordenação da Escola quando resolveram por em pratica o projeto Giulia, era facilitar a comunicação de alunos com deficiência auditiva, dentro da sala de aula, pois o aparelho pode ser utilizado para alunos de todas as idades, e permite ainda que o aluno  avance no conhecimento. O projeto proposto pela professora Célia fez um grande sucesso, e repercutiu muito fora da escola também, tanto que outras escolas e até empresas aderiram ao método.
Os pais de Maria Clara notaram que alem de melhorar na comunicação, Maria Clara ainda obteve melhorias na qualidade de vida, demonstrou também estar mais feliz, confiante, segura e mais independente.



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