COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA:
FERRAMENTA TECNOLÓGICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Edirene do Pilar Santana.
RU: 1211994
Priscila Nogueira. RU: 1040971
Rosana Petroski dos Santos Vicare. RU: 1234566
Roseli Barbosa Correia Gouveia. RU: 1201739
Polo Piraquara Edusol
Data 28/08/2017
Imagem de uma atividade de matemática construída para
usuário da Comunicação Alternativa
Atualmente na escola
particular Maria Helena, da rede regular
de ensino, situada em Curitiba-PR, o uso das ferramentas tecnológicas pelos
professores em sala de aula tornou-se uma prática poderosa de educação
inclusiva e qualidade de ensino. Essa prática tornou-se comum após a chegada da
aluna Valentina Afonso, matriculada no 2º ano do ensino fundamental I,
diagnosticada com autismo severo condição essa que a impede de ter a fala e
escrita funcional. Por ter a comunicação extremamente comprometida o melhor
meio que a escola encontrou para atender e se comunicar com a aluna foi a
Comunicação Alternativa (ferramenta da tecnologia assistiva).
“A Comunicação
Alternativa é uma área da tecnologia assistiva destinada especificamente à
ampliação de habilidades de comunicação, destina-se a pessoas sem fala ou sem
escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua
habilidade de falar e/ou escrever”. Como no caso de Valentina e inúmeras
crianças que atualmente são inseridas na rede regular de ensino.
Ciente da demanda da sociedade e da necessidade de novas
estratégias para se trabalhar com Valentina, a comunicação alternativa foi
incorporada a pratica pedagógica da Escola Maria Helena. Com o objetivo de
ampliar o repertório comunicativo que envolve habilidades de comunicação e expressão,
a professora organiza e confecciona recursos de comunicação alternativa com o
sistema de símbolos gráficos, como pranchas de comunicação, cartões de
comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, além de utilizar o computador
que, por meio de um software específico chamado boardmaker, que serve “especificamente para criação de
pranchas de comunicação alternativa”, ele facilita a confecção de recursos de
comunicação e também materiais pedagógicos que utilizam os símbolos gráficos,
após a produção no programa boardmaker a professora imprime e disponibiliza à
Valentina durante as aulas.
Os recursos de
comunicação alternativa são produzidos pela professora com apoio de uma
especialista da educação especial. Levando em conta várias características que
atendem às necessidades e que façam sentido à aluna. Valentina faz uso das
pranchas de comunicação alternativa praticamente em todas as aulas, mas principalmente
nas disciplinas de português e matemática. A aluna demonstra grande interesse
em aprender a pronunciar as palavras e desenvolver as atividades apresentadas
pela docente, ao contrário do que ocorria com Valentina na escola anterior,
qual utilizava apenas a metodologia tradicional de ensino.
A
professora desenvolve várias atividades educacionais para efetivar a
acessibilidade e participação de Valentina em sala. Como por exemplo, as
atividades com as pranchas alfabéticas, qual usa letras confeccionadas em EVA, Valentina
deve tentar formar palavras grudando as letras em uma base com velcro. No
inicio do ano letivo o processo de seleção da letra usado por Valentina era
indireto, ou seja, a professora quem passava a mão sobre a prancha de letras e
quando ela tocava na letra que a aluna deseja escrever, esta emitia um som
afirmativo. Tempo depois Valentina usava a mão da professora como gancho para
apontar as letras escolhidas. Atualmente a aluna já faz uso da forma direta, em
que ela mesma consegue apontar a letra que deseja selecionar. A evolução da
aluna surpreendeu professores, a família e aumentou a autoestima de Valentina.
Com base nos resultados positivos
alcançados a professora de Valentina considera a Comunicação Alternativa um
instrumento favorável e imprescindível para a efetivação da educação inclusiva
de alunos com a comunicação comprometida, como no caso de Valentina. A docente
assegura não ter encontrado grandes dificuldades para preparar os materiais
pedagógicos construídos para a aluna, pois são materiais simples e fácil de
confeccionar. Mas afirma que a ferramenta só faz a diferença na educação quando
utilizada de forma contextualizada com a realidade do aluno, com o suporte dos
responsáveis pela escola, com a colaboração da família do estudante, com a
orientação de especialistas da educação especial e com a mudança de postura em
relação às práticas pedagógicas.
“São muitas estratégias e propostas de
intervenção no processo de desenvolvimento de crianças com autismo, práticas
educativas eficazes e formas de contribuir no processo de ensino e
aprendizagem”, para Valentina e sua educadora, a tecnologia é uma delas.
Embora o cenário do processo de ensino
e aprendizagem de Valentina seja exemplo de grande avanço em relação à educação
inclusiva ainda não é a realidade para a maioria dos estudantes com
necessidades especiais que estão inseridos na rede regular de ensino do Brasil.
As leis que garantem a acessibilidade e possibilidades de aprendizagem desses
alunos encontram-se presentes no papel, longe de ser uma prática significativa
e de respeito às diferenças.

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