segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Portfólio Edirene, Priscila, Rosana e Roseli


COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA: FERRAMENTA TECNOLÓGICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Edirene do Pilar Santana. RU: 1211994
Priscila Nogueira. RU: 1040971
Rosana Petroski dos Santos Vicare. RU: 1234566
Roseli Barbosa Correia Gouveia. RU: 1201739
Polo Piraquara Edusol
Data 28/08/2017

 

Imagem de uma atividade de matemática construída para usuário da Comunicação Alternativa
Atualmente na escola particular  Maria Helena, da rede regular de ensino, situada em Curitiba-PR, o uso das ferramentas tecnológicas pelos professores em sala de aula tornou-se uma prática poderosa de educação inclusiva e qualidade de ensino. Essa prática tornou-se comum após a chegada da aluna Valentina Afonso, matriculada no 2º ano do ensino fundamental I, diagnosticada com autismo severo condição essa que a impede de ter a fala e escrita funcional. Por ter a comunicação extremamente comprometida o melhor meio que a escola encontrou para atender e se comunicar com a aluna foi a Comunicação Alternativa (ferramenta da tecnologia assistiva).
“A Comunicação Alternativa é uma área da tecnologia assistiva destinada especificamente à ampliação de habilidades de comunicação, destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever”. Como no caso de Valentina e inúmeras crianças que atualmente são inseridas na rede regular de ensino.
Ciente da demanda da sociedade e da necessidade de novas estratégias para se trabalhar com Valentina, a comunicação alternativa foi incorporada a pratica pedagógica da Escola Maria Helena. Com o objetivo de ampliar o repertório comunicativo que envolve habilidades de comunicação e expressão, a professora organiza e confecciona recursos de comunicação alternativa com o sistema de símbolos gráficos, como pranchas de comunicação, cartões de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, além de utilizar o computador que, por meio de um software específico chamado boardmaker, que serve “especificamente para criação de pranchas de comunicação alternativa”, ele facilita a confecção de recursos de comunicação e também materiais pedagógicos que utilizam os símbolos gráficos, após a produção no programa boardmaker a professora imprime e disponibiliza à Valentina durante as aulas.
Os recursos de comunicação alternativa são produzidos pela professora com apoio de uma especialista da educação especial. Levando em conta várias características que atendem às necessidades e que façam sentido à aluna. Valentina faz uso das pranchas de comunicação alternativa praticamente em todas as aulas, mas principalmente nas disciplinas de português e matemática. A aluna demonstra grande interesse em aprender a pronunciar as palavras e desenvolver as atividades apresentadas pela docente, ao contrário do que ocorria com Valentina na escola anterior, qual utilizava apenas a metodologia tradicional de ensino.
A professora desenvolve várias atividades educacionais para efetivar a acessibilidade e participação de Valentina em sala. Como por exemplo, as atividades com as pranchas alfabéticas, qual usa letras confeccionadas em EVA, Valentina deve tentar formar palavras grudando as letras em uma base com velcro. No inicio do ano letivo o processo de seleção da letra usado por Valentina era indireto, ou seja, a professora quem passava a mão sobre a prancha de letras e quando ela tocava na letra que a aluna deseja escrever, esta emitia um som afirmativo. Tempo depois Valentina usava a mão da professora como gancho para apontar as letras escolhidas. Atualmente a aluna já faz uso da forma direta, em que ela mesma consegue apontar a letra que deseja selecionar. A evolução da aluna surpreendeu professores, a família e aumentou a autoestima de Valentina.

Com base nos resultados positivos alcançados a professora de Valentina considera a Comunicação Alternativa um instrumento favorável e imprescindível para a efetivação da educação inclusiva de alunos com a comunicação comprometida, como no caso de Valentina. A docente assegura não ter encontrado grandes dificuldades para preparar os materiais pedagógicos construídos para a aluna, pois são materiais simples e fácil de confeccionar. Mas afirma que a ferramenta só faz a diferença na educação quando utilizada de forma contextualizada com a realidade do aluno, com o suporte dos responsáveis pela escola, com a colaboração da família do estudante, com a orientação de especialistas da educação especial e com a mudança de postura em relação às práticas pedagógicas.

“São muitas estratégias e propostas de intervenção no processo de desenvolvimento de crianças com autismo, práticas educativas eficazes e formas de contribuir no processo de ensino e aprendizagem”, para Valentina e sua educadora, a tecnologia é uma delas.

Embora o cenário do processo de ensino e aprendizagem de Valentina seja exemplo de grande avanço em relação à educação inclusiva ainda não é a realidade para a maioria dos estudantes com necessidades especiais que estão inseridos na rede regular de ensino do Brasil. As leis que garantem a acessibilidade e possibilidades de aprendizagem desses alunos encontram-se presentes no papel, longe de ser uma prática significativa e de respeito às diferenças.


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