sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Portfólio Jhenifer e Claudia


PRANCHA DE COMUNICAÇÃO AUXILIA ALUNOS COM DIFICULDADES NA FALA NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
POR Jhenifer Aparecida Gonçalves, RU 1353602
         Claudia dos Santos Nascimento, RU 1393771
Polo – EDUSOL, Piraquara, Paraná
Data 12/09/2017

Fonte: http://autismoemgoiania.blogspot.com.br/2012/04
Para os professores a base do relacionamento em sala de aula baseia-se na comunicação, assim que entra nos portões da instituição escolar em que atua deve conduzir todos os seus alunos, sem nenhuma distinção, ao aprendizado e para isso depende quase exclusivamente da comunicação e interação entre todos. Entretanto, para fazer-se entender, é preciso o docente dominar a complexa rede da linguagem, seja ela verbal ou não verbal, saber expressar-se e entender o que o outro deseja transmitir. A grande demanda de alunos incluídos com dificuldades de linguagem/fala (problemas gerais que não permitam a verbalização) ou de interações sociais (autismo) nas redes de ensino aumenta a dificuldade de alunos e professores em expressar-se e fazer-se entender, de ambos os lados, sendo algo que gera muitas polemicas e transtornos. Para resolver essa difícil situação, vários professores da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental estão utilizando a prancha de comunicação alternativa como parte do cotidiano de suas aulas.
As pranchas de comunicação alternativa foram criadas no Canadá por fonoaudiólogos no intuito de auxiliar pessoas com paralisia cerebral ou outras deficiências e/ou doenças que impedem a comunicação e chegaram ao Brasil na década de 70, para auxiliar os estudantes com dificuldades de comunicação verbal a se comunicarem com mais facilidade.
Numa prancha de comunicação alternativa, geralmente são colocados vários símbolos gráficos que representam mensagens, onde o vocabulário desses símbolos deverá ser escolhido de acordo com as necessidades comunicativas de seu usuário e, portanto, as pranchas são personalizadas. Como apresenta vários símbolos ao mesmo o tempo, é muito comum de organizar este recurso por níveis como, por exemplo: sensações térmicas/ temperaturas (calor/quente, frio, molhado, seco) roupas (blusa, camiseta, saia, calção) necessidades (sono, fome, sede, banheiro) podem também haver imagens de mobiliários, cômodos da casa/escola, letras, silabas, onde o usuário aponta para o que deseja e o mediador auxilia-o em sua tarefa.

           A prancha de comunicação alternativa pode ser utilizada com todas as crianças com dificuldades de comunicação ou pessoas em reabilitação, mas especialmente as pessoas com paralisia cerebral e autismo, que são as que possuem uma dificuldade ainda maior em expressarem-se, vários modelos vêm sendo modernizados desde sua criação original, feita com cartões e figuras simples onde atualmente já existem diversos programas de computadorizados, que podem ser baixados e instaladas em Tablets ou Smartphones.
No Brasil o pernambucano Carlos Pereira foi reconhecido no ano de 2016 pela ONU, onde o mesmo recebeu o premio pela criação do aplicativo LIVOX, reconhecido como a melhor tecnologia inclusiva do mundo. Carlos buscava mais oportunidades para sua filha que tem paralisia cerebral, então, desenvolveu o LIVOX que já ajudou mais de 20 mil pessoas com deficiência a se comunicarem. O LIVOX consegue atender a pessoas com diferentes doenças e deficiências.
 Segundo o jornal Folha de São Paulo, a eficácia e aceitação do aplicativo por usuários e familiares foi tão intensa que a prefeitura de Recife adquiriu a licença desse software para utilizá-lo nas escolas de educação infantil.
Como é claramente visível a inclusão esta presente em todos os segmentos da sociedade, mas muitas vezes não é visto ou tem seu devido valor, mas são as escolas que precisam atender a diversidade das necessidades em seus futuros cidadãos, seja por, adaptações, expectativas a respeito de seus alunos, que seja um ambiente seguro e acolhedor e que entenda a diferença como um fator positivo, mas a real educação inclusiva pressupõe uma escola que se ajuste a todas as crianças, em vez de esperar que uma determinada criança com deficiências se ajuste a escola, entendendo que a escola tem a tarefa de ensinar aos alunos a compartilharem o saber, os sentidos das coisas, as emoções; a discutir e a trocar experiências e pontos de vista.


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